terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Recuperando isso, de novo...

 ... e veremos por quanto tempo, e pra que, mas vamos lá.

Já perdi as contas de quantas vezes comecei e parei isso, ou pensei em retomar isso, mas por não me identificar exatamente com o papel e a caneta ultimamente, vai por aqui mesmo, vai que.

Mais uma vez, mais uma reviravolta.

E, como dizem por cá, já não vou para nova para andar nestas andanças.

Desta vez:

- me vejo às voltas com a tradução de um livro, por iniciativa absolutamente própria; 

- entreguei 3 aulas para a formação de um curso de gerenciamento de facilities de sistemas de segurança contra incêndios para a Carla no Brasil; 

- estou a fazer um curso de edição de livros online; 

- outro de gestão de recursos humanos; 

- pretendo fazer um de marketing de pequenas e médias empresas que já está pago; 

- na segunda vou à Lisboa encontrar a Jucas e a Carla para formalizar em notário a Associação Borderline Portugal para o qual serei tesoureira;

- tomaremos posse dia 22 de janeiro e aprovaremos o regulamento interno que estou a redigir;

- amanhã pretendo fazer outro ensaio com a Lau;

- tenho voltado a desenhar e pintar;

- tenho feito bastantes manipulações de fotos em photoshop e aprendido a trabalhar mlehor isso dentro do que gosto de fazer.

Sim, acho que tenho "brincado" com bastantes coisas ao mesmo tempo, mas é assim que eu gosto. E assim seguimos. Até o próximo registo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

E quando não é culpa de ninguém?

Há muito venho pensando em ressucitar este blog, e não tenho certeza se é o caso agora, ou apenas um reflexo passageiro, mas enfim...

Muito tenho "sofrido" ao longo deste ano para escrever uma monografia para o meu fadado MBA, simplesmente não sai. São horas a fio em frente a uma página que volta a se fechar em branco e este processo tolo é, no mínimo, exaustivo. E pior, uma exaustão sem produto.

Ontem tive um "insight" de que, talvez, antes da monografia eu precise botar pra fora um texto que insiste em me rondar, mas que é um tanto indigesto, pessoal demais, sofrido demais. E cá estou.

Antes de mais, não espero propriamente nenhuma reação de quem se aventurar a lê-lo, é um texto meu que torno público pela praticidade do resgate, para mim ou para outros. E porque o "vai que ajude alguém?" é sempre uma opção válida.

Espero que este texto traga algum tipo de fechamento. E talvez seja só o que eu preciso para seguir em frente de uma vez por todas.

Vamos a isto! (Respira)

Há um ano e meio sofri um aborto antes mesmo de saber-me grávida e esta ainda tem sido uma perda difícil. O bebê já tinha tempo o suficiente para eu saber, mas o fato de estar usando anticoncepcional e de ter emendado um mês ao outro mascararam qualquer desconfiança. Pra completar, a hemorragia surgiu quando deveria vir o período. Para mim, no início, isto significou que era só mais um período com cólicas intensas, e só.

Estava iniciando um novo emprego, não tinha nem um mês de casa, faltar por cólica nesta altura, para mim, era um atestado muito evidente da fragilidade feminina. Mas no primeiro dia eu faltei. E martirizei-me do quão fraca eu era por isto.

No segundo dia, "dopada" de remédio e com o orgulho ferido, eu fui. Os remédios mascaravam a dor, o fato de ninguém me conhecer direito, mascarava o esforço que eu estava a fazer para estar ali.

À noite, não consegui dormi de dor, vomitando e com o que hoje eu identifico como o início efetivo do processo de aborto. Mas na hora, mesmo tendo a noção de que tinha algo errado, não admitia a possibilidade disto poder estar acontecendo comigo e não admitia estar acontecendo naquele momento. Eu tinha acabado de entrar na empresa! E não era como se um período doloroso fosse novidade para mim.

No terceiro dia, novamente "dopada", eu fui trabalhar. Em menos de meia hora no escritório, o "processo" finalmente terminou. A ficha caiu. Não tinha muito mais como negar. O comprometimento com a nova empresa, não. Eu não podia me expor deste jeito. Mesmo porque, não havia mais o que fazer, já estava tudo acabado. Continuei a trabalhar, como se nada tivesse acontecido.

No final do dia, fui para a maternidade mais perto de casa, sozinha. Não atendiam gravidez não confirmada. Indicaram onde eu poderia ser atendida. De volta à rua, a fraqueza resolveu me abater. Era difícil manter-me em pé. Parei um taxi e indiquei o destino. Lembro de flashes, não sei se desmaiei no caminho. Foram mais de três horas até que eu fosse atendida. Tal como eu repeti para mim mesma durante todo o dia: "não havia mais o que fazer, então não tinha pressa". Depois de atendida, mais três horas para os resultados dos exames confirmarem o que eu já sabia.

Naquele momento a dor física já tinha passado, mas estar tanto tempo numa maternidade quando você acaba de perder um filho é doloroso o suficiente. Mesmo que eu nunca tivesse pintado o quadro de ter um filho até o momento de perdê-lo, ver todas aquelas barrigas só me esfregavam na cara que eu não tinha conseguido.

No dia seguinte, claro, voltei a trabalhar, mesmo tendo ficado até às três da manhã no hospital, não havia justificativa para sequer chegar mais tarde, na minha opinião. Embora a médica que me atendeu sugerisse, eu rejeitei o atestado. O pior já tinha passado.

A orientação era voltar na quarta-feira seguinte, uma quarta-feira de cinzas. Eu faria uma bateria de exames e conforme fosse ficaria internada para curetagem. E assim foi.

A curetagem foi um processo supersimples. Depois do procedimento, eu continuei a conversa que estava tendo com o anestesista antes do procedimento do mesmo ponto, como se nada tivesse acontecido, e ainda soltei: "então, vai demorar muito pra começar?" para risada geral e um: "Não, querida, já acabou, você já vai ser levada a sala de observação".

Ooops!

Fiquei quatro horas nesta sala. Uma tortura, pra mim. Uma sala com umas 20 macas de gente gemendo, 4 enfermeiras, 1 médica e nenhuma informação. Nem sim, nem não, nem talvez. Só a espera, o cheiro, os sons. Nunca me conformo como hospitais podem ser tão barulhentos. E barulho me irrita, muito. Quando estou doente então, tanto pior.

Mas passou! Uma noite no hospital, uma semana de licença. Parecia muito. A semana não passava, queria voltar a trabalhar. Não achava que precisava tanto.

Tanta preocupação com o trabalho não me deixava efetivamente aceitar que eu tinha sim sofrido uma perda, e que ela deveria ser sentida. O luto era merecido. Fato é que eu não sabia o que eu deveria sentir. Se tanta coisa vem sem manual de instrução, esta era uma coisa que além de não ter manual de instrução ainda é um tabu, ninguém fala, ninguém sabe, ninguém viu. E eu não sabia, nem tinha como saber. Então preferia ignorar, virar a página de uma vez e lidar com o que eu sabia de verdade: trabalhar.

Voltei a trabalhar, voltei às aulas, a vida voltou aos eixos e eu tentei esquecer.

Na volta ao trabalho, verdade ou não, eu tinha o fantasma da impressão de que me condenavam pela minha ausência, de que eu era menos profissional por isto.

Mais de um mês depois a sensação de perda voltou como deveria ser. Mas como sentir a perda de algo que eu nem cheguei a conhecer? Repetia para mim mesma que o fato de eu não saber que estava grávida deveria diminuir a dor da perda. Este mantra acalentou-me por um tempo.

Só eu não sabia que não é assim que as coisas funcionam.

O trabalho em que eu estava não deu certo de diversas maneiras. Recentemente, pedi demissão. Resolvi lutar pelo meu sonho, colocar a vida nos eixos. O medo de engravidar novamente entre empregos me trouxe um pavor. Comecei a sonhar com tudo isto que acabei de escrever. Repetidamente.

Com o medo veio a culpa. Será mesmo que não é culpa minha? Será que eu fiz algo que me levou ao aborto? Vejo e revejo aqueles dias e embora saiba que não tive o melhor comportamento, colocando um emprego acima da minha saúde, não sei se faria algo diferente se a fita da minha vida voltasse àquele ponto. Eu não tinha razões para acreditar que eu estava grávida. Eu não tinha porque achar que ir ao hospital poderia fazer diferença, até o momento em que realmente já não fazia. Enfim.

Eu tento eximir-me da culpa. O problema é que normalmente precisamos de um culpado para tudo de errado que acontece. Não é minha culpa, então de quem?

Pois é, não é culpa de ninguém. Como boa parte de muitos outros que acontecem por aí e que ninguém sabe, ninguém diz. Este sofrimento é meu, mas a culpa não é de ninguém. Ficar procurando culpados só torna o processo mais dolorido, mesmo quando os culpados existem.

E quando não é culpa de ninguém? Assumir a perda, chorar pelo luto, aceitar como parte de quem eu sou, sem fazer da perda o meu espelho, apenas um degrau, como tantos outros que eu já subi em direção ao quem eu quero ser. Lembrar ou esquecer vai ser como todas as outras memórias da minha vida. E como depois do nascimento de cada uma das outras memórias, só me resta seguir em frente. E reconstruir o meu caminho.

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma rufada de ar fresco!!!

Estou cansada, exausta na verdade... mas tão satisfeita!!!

Eu que esperava que a mudança de escritório fosse uma "seca", que só serviria para me atrasar o trabalho no escritório, que já está acumulado... recebi o novo escritório como uma rufada de ar fresco!!! Foi tão bom chegar ali! É longe, mas acho que a mudança vai trazer um novo começo para mim!!! Como sempre traz!!! Não é à toa que ADORO me mudar... rsrsrs

Sim, fazendo as contas é minha oitava mudança em Portugal... desta vez a mudança foi da morada comercial, mas é uma mudança e tanto para quem começou a trabalhar há apenas 2 meses!!

Que venha a nova fase!!!

Cheia de novos desafios, novos projetos, novas conquistas e a cada dia novos aprendizados!!!

(e se vier algum retorno financeiro na boleia, seria bem vindo!!!)

Dedinhos cruzados,

A mesma de sempre, Mai ;)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Lista do Tarantino

Saiu na Revista Monet:

Tarantino lista seus filmes preferidos dos últimos 17 anos

Ter, 18/08/09 por monet | categoria Cinema, Curiosidades | tags , , ,

Quentin Tarantino - foto/divulgaçãoQuentin Tarantino foi desafiado pelo canal Sky Movies a fazer uma lista dos seus 20 filmes preferidos desde 1992, que, não por um mero acaso, é o ano em que ele estreou com o elogiado Cães de Aluguel.

Entre os títulos escolhidos pelo diretor norte-americano, os destaques vão para produções orientais e as comédias. Ele não citou nenhum longa feito após 2006 e fez questão de afirmar que o seu favorito é Battle Royale, de Kinji Fukasaku.

Confira a seleção:

Battle Royale (2000)
Igual a Tudo na Vida (2003)
Audition (1999)
The Blade - A Lenda (1995)
Boogie Nights - Prazer Sem Limites (1997)
Jovens, Loucos e Rebeldes (1993)
Dogville (2003)
Clube da Luta (1999)
Sexta-Feira em Apuros (1995)
O Hospedeiro (2006)
O Informante (1999)
Zona de Risco (2000)
Encontros e Desencontros (2003)
Matrix (1999)
Memórias de um Assassino (2003)
Todo Mundo Quase Morto (2004)
Velocidade Máxima (1994)
Supercop, a Fúria do Relâmpago (1992)
Team America: Detonando o Mundo (2004)
Corpo Fechado (2000)

Dos que eu lembro, 9 eu gostei muuuuuuito também (alguma dúvida de que tenho uma mente bizarra também? se bem que ele até tem uns filmezinhos meio "normais" demais), mas muitos eu não associo agora o nome ao filme e no momento estou podre demais para procurar saber...

fica o post para eu comentar mais logo...

e fica já um observação especial sobre o Audition, "típico o Tarantino faria mas mais sério" e haja ESTÔMAGO! Foi o filme mais impactante que eu já vi e GOSTEI... um filme a la Oldboy que eu recomendo (e continuo recomendando e assistindo) e fico com medo de me acharem bizarra/psicótica além da conta, mas que é BOM, fazer o que?!...

cinema é isso, é arte, não precisa concordar com a ideia retratada; precisa se convencer que a ideia é real e pode ter acontecido em algum plano real ou fictício, mas é coerente na sua concepção. E Audition tem isso!!!

Pronto! Falei!!! rsrs

Sempre Mai ;)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nova rotina!

Mais sumiços... muita coisa na cabeça e algum cansaço a mais... ando meio fora de forma (em vários sentidos, a balança já me aponta o dedinho também), mas finalmente encontro alguma satisfação no dia a dia, na rotina... e quem foi que disse que cansaço é ruim??? Eu gosto MUITO da sensação de cansaço que acompanha um dia cheio e a certeza de outro igual ou pior amanhã... só preciso ainda entrar no ritmo ideal, naquele ritmo básico Mai que "faz mil coisas ao mesmo tempo", plenamente... eu sempre me sinto inútil com menos que isso!!!
Tenho certeza que com a nova rotina que se avizinha esta Maira volta para mim de vez e o blog vai acabar a ganhar com isso também, por incrível que pareça para quem não me conhece assim tão bem... isso porque sou daquelas pessoas que quanto mais faz, mais faz... será justamente quando eu estiver trabalhando a pleno gás, fazendo cursos disso e daquilo, sem deixar meus grupos e estudos de lado que este blog vai tomar a forma que merece, engrenar de vez...

Afinal:
"Eu disse uma vez que escrever é maldição. (...) Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.(...) É maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva (...) é procurar entender, é reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador (...) é abençoar uma vida que não foi abençoada". (Clarice Lispector)

Quem sou eu para discordar... ;P

Sempre Mai ;)

(Acho que é por isso que sempre tenho a cabeça martelando de textos que não chegam até aqui e mesmo assim não tenho coragem de sequer pensar em desativar este espaço)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Gramática Portuguesa

Não tem jeito, eu cada dia aprendo um termo novo por aqui...

Um verbo novo que ouço há tempos, mas que só recentemente realmente aprendi o que significa (e entendi realmente a palavra) foi amealhar (eu cismava que era mealhar) que significa juntar dinheiro, fazer economia... vem de mealha que eram as primeiras moedas. Foi justamente assim que aprendi de vez o significado da palavra, fui a um museu (o do Castelo de São Jorge em Lisboa) onde tinham umas mealhas em exposição... e de repente, tudo ficou claro!!! hahahahaha embora ainda com um "errinho" ortográfico... depois vendo um programa de perguntas e respostas é que o apresentador utilizou o verbo e percebi a presença do "a" que confirmei com o Ric para ter certeza de vez.

Logo em seguida a esta constatação uma situação pelo menos risível.

O programa é uma versão do O Jogador da Record, se não me engano. Aparece uma pergunta, a palavra XXX é:
a) grave
b) aguda
c) esdrúxula

Juro, comecei a rir, imaginei que a tal classificação era algo que não tínhamos no Brasil, mas achei esdrúxula a utilização do termo esdrúxula como opção, achando que era recurso à falta de uma terceira opção.

Com a minha reação tão intensa e o Ricardo tão impávido a sugerir a resposta nem pude acreditar quando perguntei: "Mas esdrúxula é mesmo a sério??"

Era!!!

Qual não foi a minha surpresa!!!

Fica o regist(r)o:
- aguda é a nossa oxítona
- grave é paroxítona
- esdrúxula é proparoxítona

Vivendo e aprendendo todo dia!

Afinal, sempre Mai ;)

sábado, 4 de julho de 2009

Jogos de Cartas Marcadas

Esta semana um fato tem martelado a minha cabeça negativamente: Como é ruim jogar com cartas marcadas quando você está fora do grupo combinado!!!

Eu tenho certo de que Brasil e Portugal, como entidades, têm mesmo a mesma índole! DNA's diferentes, mas o mesmo cerne, por assim dizer... e como tal, algumas coisas no Brasil foram adquiridas e pioradas, outras, por incrível que pareça suavizadas!

Quando se diz no Brasil que as pessoas precisam de altos QI's para se colocarem no mercado de trabalho e se estabelecerem bem, aqui em Portugal é muito, muito pior!!!

Veja a questão dos concursos públicos por exemplo!

Questiona-se a validade dos concursos no Brasil, mas é possível, conhecer pessoas que entram em vagas sem necessariamente dependerem de "batotas", como se diz por aqui. A FUVEST mesmo é um alvo fácil de críticas que questionam que só entram na USP quem tem os pauzinhos mexidos e eu sou prova real de que isso não é de todo verdade. Não sei se é verdade de alguma forma, se tem alguém que tenha entrado por QI e não por mérito, mas SEI que É POSSÍVEL entrar por mérito, é difícil, custa muita dedicação, mas é possível, eu consegui, meu irmão conseguiu e nem de longe temos cacife para qualquer tipo de negociação de vagas onde quer que seja que não por mérito próprio.

Mas aqui... aqui o buraco é muuuuuuuuito mais embaixo. Primeiro que o concurso público para emprego "transparente" só se tornou obrigatório no começo do ano, antes era possível mesmo a existência de pessoas a prestarem serviços para órgãos públicos, como se fossem serviços urgentes, que não poderiam proceder ao processo de selecção, por mais de anos!!! quer dizer... Quando decidia realmente empregar alguém, até o ano passado, cada entidade escolhia seu método de seleção e no fim divulgava-se o resultado e pronto.

Agora está mais transparente, os métodos e pesos vêm previamente definidos no edital do concurso e os candidatos devem ser comunicados de todas as fases do processo e do seu desempenho, com aceitação/rejeição, a cada fase. Mas está longe, muito longe de ser um processo "honesto".

Com a minha dificuldade de arrumar emprego e agora casada e com a mudança dos métodos de seleção, tenho apelado sem dó para todos os concursos que aparecem, na esperança de conseguir alguma coisa pelo mérito e não somente por ser ou não brasileira e coisas do gênero e estava até bem animada com esta perspectiva, pois gosto da ideia da multidisciplinaridade dos empregos governamentais.

No entanto, esta semana me deparei com a verdade nua e crua escrita em papel. Recebi a resposta de uma prova de conhecimentos para um destes concursos com 3 vagas disponíveis e pontuação de 0-20. Os 3 primeiros colocados tinham nota acima de 19, todos os demais, eu inclusive (claro) com notas abaixo de 10!!!

Alguma dúvida do que ocorreu aqui???

Eu não tenho!

Eu não gosto de estar do lado das cartas marcadas, não gosto da falta de mérito deste tipo de conquista, mas num mundo onde só existem dois lados, definitivamente estou cansada de estar do lado de lá!!!

Parece mesmo que só venho aqui lamentar... não é bem a intenção do blog, mas acaba sendo este tipo de assunto que me puxa a escrever com aquela urgência que não deixa cair o tópico em esquecimento!

Bom, vou suavizar para o próximo!

Aliás, o tempo já está menos tímido por cá, mas definitivamente não teremos primavera este ano, o outono foi que se repetiu!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sol? Nem por isso...

Pois é... parece que falei cedo demais, uma semana depois do último post o tempo virou de novo e se "acabrunhou"... mas também não chega a estar frio, só aquele tempinho sem vergonha que pode chover a qualquer hora, que se sair de top sente frio, se colocar uma blusa sente calor, que o sol fica brincando de esconde-esconde com as nuvens... um tempo matreiro este!!! hahaha

Mas se este tempinho nos tira a oportunidade de curtir o feriado duplo na praia, ao menos nos dá a deixa que o tempo bom continua à espreita, um pouco envergonhado por ver as pessoas tão desejosas de sua chegada, mas rondando o terreno, se "achegando"... quando todo mundo menos esperar estará ele instalado no meio de nós e com força e ânimo total, daquele tanto que quase nos arrependemos de desejar com tamanho fervor a sua presença e tentamos pedir que ele se contenha um pouco... com jeito, para que ele não vá embora também!

Eu particularmente acho que vai ser bem assim... em 2006 foi assim para mim... eu desejei tanto o verão depois de dois invernos seguidos que quando ele chegou reclamei que exagerou na dose.

Desta vez, peço pelo verão não pelo acúmulo de invernos... e tampouco o inverno foi assim tão rigoroso quanto poderia, mas o último verão foi tão fraquinho e "ventoso" ao ponto de ser desagradável estar na praia, que sim! Espero muito que as "ordens do Universo" encontrem o meio termo para o clima por aqui entre meu verão de 2006 e o de 2008... algo parecido com o de 2007 era de bom tamanho.

E se o Sol resolvesse se misturar aos pobres mortais já logo seria bom também!

domingo, 31 de maio de 2009

Finalmente Sol...

... ou ao menos espero que sim!

O Inverno este ano (2008/2009) foi menos rigoroso, em compensação a Primavera disse que veio e estamos quase à beira do Verão e os dias andavam ainda mau-humorados, ou frio, ou chuvoso, ou nublado, nada muito primaveril...

Sim, isso afeta-nos o humor, também é difícil sermos "primaveris" quando o tempo não colabora por mais de 9 meses, nem Perséfone sustenta sua permanência no Inferno por tanto tempo, os 3 meses da Primavera são sagrados, a alegria de Ceres e da Natureza... enfim!

Esta semana o Sol resolveu dar as caras. De repente, de uma vez... num dia o mau-humor, no seguinte uma explosão de calor... sim, é choque a mais do que gostaria, falta-nos ainda o "cheiro" da Primavera.

Mas sabe de uma coisa, sempre melhor assim... sentir o sol no rosto, fazer a fotossíntese como se deve, faz bem para o ego, para a pso e sintetiza energias para colocar as coisas andar... não importa que coisas sejam estas, nem para onde ao certo... desde que sempre em frente! Desde que o Sol sustente-se para a minha fotossíntese!

E se puder ter ainda um bocado de Primavera... Ainda vai a tempo!!! Seria ainda melhor!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Peças da Mente 2

Numa destas peças da minha mente, mais uma queda a caminho, mais feia que o normal... dolorida! Nada de grave, mas chata, inconveniente e por enquanto feia, muito feia!!!

Por Deus tive o senso de conseguir virar o rosto para um lado e para baixo, não fosse isso, nariz e queixo tinham causado estrago maior.

Não sei como aconteceu, lembro do ato de cair, do momento preciso de "escolher" onde iria me machucar, do desespero de achar que tinha calculado mal, que tinha me quebrado toda desta vez, mas não lembro dos minutos anteriores... saí do carro, lembro... depois só a queda em si, já uns 100m além... acho que nunca gritei e me apavorei tanto... foi uma sensação estranha, que junto com as marteladas que ainda sinto na cabeça, muito mais do que o olho em si, continuam a me incomodar...

Agora, só quero que isso passe!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Peças da Mente

Tenho me visto sempre com a mente a me pregar peças, das mais variadas intensidades e com todo o tipo de senso de humor, das mais sarcásticas às mais sem-graça e até me prega peças no quesito "ah! deixa eu parar de enrolar e postar alguma coisa no blog que ideia eu sei que não falta". Reparem nas datas dos 3 últimos posts, um mês menos um dia é requisito agora??? hahaha
O pior é que sempre um susto quando eu vejo que já faz quase um mês que não posto, tenho tantas ideias e tanta certeza de que postei, escrevi em algum lado, mas pelo jeito parecem que sempre vêm fora de hora!!!
E é justamente esse o intuito do post, as peças mais frequentes que minha mente tem me pregado são justamente estas, ter ideias que no espaço de tempo mínimo entre o pensar e o realizar "fogem" e das duas uma: ou eu tenho certeza que realizei passados alguns minutos ou eu esqueço completamente da ideia até que ela apareça em um momento mais impróprio que o anterior para ser esquecida num ciclo eterno até perder a razão de ser.
Quando eu digo "espaço de tempo mínimo" podem ser mesmo algumas horas quando estou mesmo impossibilitada de concretizar a ideia no momento ou podem ser segundos, como o tempo de ir da sala ao computador ou tempos tão mínimos quanto isso.
Sabe aquela mania que muita gente tem de achar que está sempre esquecendo de algo? Imagine estar realmente esquecendo algo, o tempo todo, saber disso e ainda ter a sensação de que o "esquecer algo" inclui não só as tais ideias, a chave, o celular, a carteira, mas também o conhecimento adquirido, o tempo...
A pior sensação destas peças que a mente tem me pregado é a do vazio, a sensação de que esqueci tanto que já não sei sequer o que sei ou o que fiz do meu dia até agora, a sensação de inutilidade e ignorância.

Logo eu!

O que tem me valido é que no estímulo parece que as coisas ressurgem, aos trancos, meio incertas, mas ressurgem...

Fica o medo de algo importante se esconder para além dos estímulos possíveis, de algo se esconder em alguma entranha inacessível e por lá resolver ficar!

Mas pelos vistos ser Mai é também ser assim...
Sempre, sempre Mai ;)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Agora SIM!!!

Ainda meio perdida, meio deslocada em casa, com a cabeça e as coisas um bocado lentas, mas engrenando... aos poucos e sempre mais!!!

Desta vez vim só exprimir minha felicidade de finalmente estar a contactar os meus de maneira mais adequada... um dia eu chego às condições ideais, mas já é um grande passo...

Mesmo com um novo sumiço por aqui, sinto-me novamente replugada de verdade e colocar isso à tona de novo é só mais algum tempinho a engrenar...

O melhor de tudo é que meus contatos mais recentes (fora o povo de casa) foram justamente as pessoas mais difíceis de se imaginar, aquelas que só agora tem computador, ou net, ou que nunca param tempo suficiente na frente do computador, enfim... aquelas pessoas que o coração tinha aprendido que não adiantava procurar pela net que não ia achar e o remédio era lembrar para acalentar as saudades... e com certeza isso dá um gostinho TODO ESPECIAL em falar com estas pessoas em tempo real, a viva voz, por cam, whatever! É muito bom!!!

Fora que fica a sensação gostosa de que se falo com "os impossíveis" falar com os demais é um pulo, nem precisa ser muito alto!! hahaha

É isso! Um mês depois da última sessão de abandono, bem vindos ao mundo paralelo de Mai ;)

Por que é sempre, sempre Mai ;)

sábado, 7 de março de 2009

E mais uma vez, desplugada e replugada...

No último post, meu irmão em comentário chamou à atenção se o próprio blog já não era uma conexão minha com o mundo... seria, se eu não ficasse tanto tempo longe dele, o suficiente para mais uma vez me sentir desplugada e mais uma vez tentar me replugar...

Aproveito esse próprio início de texto para ressaltar, meu IRMÃO precisou me falar isso por um comentário no blog, imaginem o resto dos meus amados como não estão com o contacto dificultado comigo...

Bom, de lá pra cá muita coisa aconteceu, inclusive mais uma mudança de casa junto com a maior de todas as mudanças: a de estado civil!!!

Tudo muito novo, tudo muito recente e ainda tudo muito restrito... boa parte das pessoas ainda nem sabem de tal novidade, não por nada, simplesmente porque foi uma decisão em que o coração foi guiado pela cabeça e como tal, preferi agir como há 3 anos quando decidi vir prá cá: só divulgar as ações quando o resultado é inevitável e imutável e certo!!!

Foi um escudo que criei para mim, nem sei bem porque, mas tem dado certo e vou manter esta política para os assuntos pertinentes...

Sinto falta da expectativa que poderia ter criado com toda a pompa do casório?? sim, e por isso ainda não desisti da idéia de comemorar tal como deve ser em breve, mas aí já vai ser para socializar uma união que já deu certo e nem por isso há de ser menos gratificante e realizador...

Para já, segui a máxima de que as coisas não podem resultar diferente se as atitudes são as mesmas. Se esperar as coisas melhorarem para casar estava moroso demais, casamos e então com todas as forças unidas e focadas numa só direção as coisas hão de melhorar e a comemoração vai ser ainda melhor!!!

Quanto ao blog, bem, agora sim a net é totalmente à prova de qualquer instabilidade e assim que eu organizar minha nova vida decerto que conseguirei dar mais vida a este espaço... e se de quebra eu conseguir retomar meus contatos e minha vida profissional e social tal como deve ser, aí sim saberei que estou replugada e com força total novamente!!!

Como sempre, sempre Mai ;)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Desplugada e Replugada...

Tempos atrás, li uma matéria da Galileu sobre a experiência de uma jornalista convidada a passar um mês desplugada da net, do celular e de qualquer coisa que remeta à existência destes. Ou seja, mais que o desafio de ela não utilizar internet e celular, ela deveria ignorar totalmente a existência de internet e celular, por um mês ela só contata as pessoas por carta, telefone fixo (dela E do interlocutor) ou pessoalmente. À primeira vista não parece algo tão complicado, afinal estas são invenções que há 15 anos atrás mal existiam, mas daí ela chama à atenção de que o resto do mundo, quando falasse com ela pelo menos, deveria esquecer a existência de internet e celular e o mundo definitivamente não está preparado para isto.

Enquanto eu lia a reportagem, pela net, eu percebia que guardadas as proporções, nos últimos tempos também eu ando um bocado desplugada do mundo real e compartilhei de suas sensações e conclusôes.

Explico:
1. passo boa parte do meu tempo em casa, onde as paredes medievais (ou quase) de 1 metro de pedra, destroem qualquer sinal de celular, ou seja, se eu estiver em casa, você só me alcança pelo telefone fixo;
2. como meu celular fica eternamente buscando rede, as chances de que quando eu saia de casa ele esteja sem bateria crescem exponencialmente;
3. as mesmas paredes descomunais barram também o sinal da net wireless que eu deveria receber do restante da casa, ou seja, minha net anda num drama eterno e constante: é totalmente inconstante!!!
Para apanhar sinal só num cantinho assim, se eu não me mexer muito e às vezes, nem isto!!! É por isto minha dificuldade ultimamente em responder aos contatos... eu abro as páginas, torço para que carreguem e assim posso ler mesmo que a net caia, daí a responder são outros 500!!! acabo perdendo a paciência quase sempre, ou pior, achando que a mensagem foi e não foi!
E o msn nesta história??? se eu ligo o msn, eu caio toda hora, deixando as pessoas a falar sozinhas e no fim de tanto o msn forçar a rede para se manter, acaba é derrubando a net de vez e aí para conectar de novo é um suplício... e se eu não sair de vez, fica ligando e desligando sem que eu nunca saiba quando estou on ou off direito. Tem sido assim no último ano, por isso acabei por desistir do msn, nem ligo, não tenho contatos imediatos, mas também não passo por mal-educada e desagradável à toa... rsrsrs...

Infelizmente isso tudo tem um custo: neste meu modo quase desplugada, perdi o contato com o mundo, mesmo que sem intenção, deixei algumas pessoas por responder e tal como a jornalista da reportagem, aos poucos fui me sentindo também "esquecida"... não, não, não é culpa de ninguém e sei que não é bem verdade, mas é perfeitamente natural que as pessoas, nesses dias tão corridos de sempre, dêem prioridade a entrar em contato com pessoas que entram em contato de volta, ou ao menos respondem. Considerando que a grande parte dos meus contatos está a muuuuuuuitos quilômetros de mim e que nos encontrarmos pessoalmente é um evento pelo menos raro, as coisas são ainda mais gravosas... o ostracismo parece ainda mais intenso!

Quem não se comunica, se trumbica!!! como já dizia o velho chacrinha quando eu ainda nem sabia direito o que era ser gente... me dei conta que também eu tenho feito esta "seleção" natural... me dei conta que não é só comigo!!!

Aí veio o meu niver... claro que sei que boa parte dos que me parabenizaram foram "lembrados" pelo orkut, não poderia ser diferente... mas foi bom receber tantas mensagens e felicitações, comprovar que eu não estava esquecida, me senti replugada... ainda estou com a net em crise, não sei quando vou conseguir resolver isto... mas diminuiu minha sensação de isolamento do mundo...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Em 2008 (ou aos 28, como queira), eu:

- tive um olho roxo;
- ganhei um furinho na bochecha;
- me inscrevi em vários grupos online de discussão sobre engenharia e também sobre segurança no trabalho e os acompanho diariamente, embora ainda não intervenha;
- terminei e defendi minha dissertação de mestrado;
- dei aulas sobre o assunto;
- fiquei mais tempo sem música, quando em casa sozinha;
- quase não ouvi Chico (???!!!);
- mesmo assim conheci novas vozes;
- fui morar "sozinha";
- quase não cozinhei de verdade, desde que vim pra Portugal;
- mesmo assim, fiz algumas descobertas interessantes na cozinha;
- estudei sobre a escravidão contemporânea;
- consegui a formatação "perfeita" de um texto longo;
- quase não escrevi à mão;
- assisti a mais de 1 filme brasileiro por mês, na média final;
- assisti a quase um filme por dia;
- fiz as pazes com o cinema francês para além de Amélie Poulain, eu acho;
- finalmente assisti o Laranja Mecânica, acho que era a minha maior falha em relação aos clássicos;
- não tomei conhecimento que existiu "Carnaval";
- passei a Páscoa quase em "branco";
- não vi o "Corpus Christi" passar;
- aliás, não vi quase nenhuma data em especial passar, quase sempre mal sabia em que dia estava;
- passei frio no verão;
- assisti a quase tudo o que me interessava nas Olimpíadas;
- estive sem trabalhar nem estudar;
- quase não fiz novos amigos;
- quase não cuidei dos antigos;
- meu msn esteve quase sempre desligado, mesmo porque não funcionava, e ainda anda mal das pernas, a dizer a verdade;
- deixei para responder alguns e-mails depois, normalmente eu respondo a todos logo que os recebo;
- ajudei na tradução de uma série;
- viajei mais de 5 vezes para Lisboa, aliás viajei mais para LX que para o Porto, sempre a trabalho ou por trabalho;
- participei de dinâmica de grupo;
- não fui a nenhum concerto, espetáculo, show, teatro, ou qualquer outra coisa que precisasse de bilhetes comprados com antecedência;
- aliei o grafite à tecnologia para fazer um "presente" para uma amiga mais que especial;
- fui à Conímbriga, Oeiras e Estoril;
- cortei o cabelo curto, gostei, e penso em mantê-lo assim;
- passei por temperatura negativa;
- só fui uma vez ao Irish;
- não fui a nenhuma danceteria, Bigorna não conta;
(- é, andei beeem anti pro meu normal, nem por nada...)
- tive as unhas quase sempre muito curtas;
- usei unhas postiças;
- não perdi nenhum arquivo importante;
- não fui parar no hospital para além de consultas de rotina;
- aliás, não CAÍ (!!!?);
- "comprei" sapato sem salto;
- dormi cedo E acordei cedo por quase um mês, e sem música;
- passei mais de 1 mês "lendo" o mesmo livro, na verdade, mais de 4, verdade mesmo, ainda não terminei;
- passei o Natal em família, mas não a minha original;
- ganhei peça para o "enxoval", e levei a sério;
- passei a Ano Novo em local fechado;
- acabei por não fazer nenhum dos rituais habituais de virada de ano: nem organização do quarto, nem lentilha, nem ondinha, nem nada... não que eu dê grande importância a isto...
- e já que o post atrasou, vi neve, bem fraquinha a sem-vergonha, mas deu pra sentir cosquinha no nariz pela queda dos floquinhos... rsrs

Por incrível que possa parecer, tudo isto aconteceu pela primeira vez para mim em 2008. Ao menos, conscientemente (na fase adulta ou pós-Portugal, conforme o caso).

Welcome 2009!!!

Este post, ou melhor, o post que vem a seguir, era para ter aparecido por mais perto da virada do ano, mas a minha net não deixou... aproveitando que parece que ela resolveu colaborar um bocado hoje e que posso me dar ao luxo de dizer que, por mais que eu queira me ver livre de 2008, até dia 20 de janeiro é apenas uma extensão do ano anterior, então lá vai...

Welcome 2009!!!

Este post, ou melhor, o post que vem a seguir, era para ter aparecido por mais perto da virada do ano, mas a

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Feliz Natal para TODOS!!!

Passando só para desejar que todos tenham tido um Feliz Natal, independente de cor, credo ou religião que a época sirva para nos prepararmos para o ano que chega...

e é por isto mesmo (e porque minha net anda como ninguém merece) que o blog anda um pouco mais abandonado, tenho aproveitado para tentar arrumar/organizar a casa, o computador e a cabeça para estar tinindo na virada do ano, mas pode deixar que logo volto com mais coisitas...

Beijinhos,
Sempre Mai ;)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Situações Bizarras Comuns

- Saí de casa às 6:30h da manhã, breu total ainda, o carro com gelo em toda superfície, o termômetro marcando - 0ºC, bom tempo para transferências bancárias, não? o consolo é que o caixa fica dentro do banco e então a realidade... uma conta só pode ser acessada pelo caixa exterior, coragem!!! brrrr... a outra só pelo outro guichê, o de dentro, faminto ele me come o cartão... ops! cartão errado, ainda bem... é, este dia vai longe!
- De volta pro frio, acho que não peguei roupa suficiente, estou batendo dentes, algumas horas mais tarde e já estão 15ºC, agora as roupas e a mala retratam o exagero de carregar isto pra cima e pra baixo, me senti numa versão gelada dos invernos paulistanos, já não estou acostumada!!!

Corta!

- Toda esta coisa de viagem, frio, luva, hotel e detonei as unhas que tinha feito dois dias antes, adiantada, não tive dúvidas: comprei acetona e esmalte, algodão eu tinha na mala... onde vou fazer isto? esperava ter um banco perto de onde teria a entrevista, para evitar de ter que correr caso me distraia... não, não tem banco... o canteiro da praça vai ter que servir... foquem a cena: eu toda cocotinha, dividindo espaço com as flores enquanto faço as unhas... ainda bem que já desisti de ligar para o que pensam nestas situações. Para completar: volta a chover enquanto passo o esmalte (ou verniz, como dizem por cá), ficou uma bela porcaria, mas de longe disfarçava melhor que o que estava, então pronto!!!

corta de novo!!!

- Exausta!!! Tudo o que quero é ser teletransportada para casa, na impossibilidade vou de comboio mesmo... foi um custo chegar ali com o cansaço, a chuva, o vento... as estações de trem são ridicularmente exposta ao tempo, não tem como fugir, nem de chuva, nem de vento, nem de sol, nada, só se for de fora da plataforma, mania besta esta... o trem chega mais cedo, ufa... quentinho, sossegado, troco os sapatos de cocota pelos furrequinhas e me imagino já em casa...
- Vai prá Belém??
- O quê?
- Vai prá Belém??
- Ah! Sim, este trem passa por Belém...
- Não, vai prá Belém??
- Eu não, saio depois de Belém.
- Mas não é possível que ninguém neste comboio vá para Belém (gritando, como se a culpa fosse minha...)
- Eu não vou para Belém, mas a senhora pode sentar aqui que te digo quando chegarmos... (apontando os lugares à minha volta)
- Mas vai para Belém?
- Não, minha senhora, mas posso te acompanhar quando chegar lá...
Nem me ouviu, virou para a próxima vítima:
- Vai prá Belém??
Diante da negativa foi para a próxima e para a próxima e sumiu pela outra carruagem em busca de viva-alma que descesse em Belém...

Corta!

- Uma hora de espera pelo próximo comboio, só subi para a plataforma faltando 3min, t-r-ê-s l-o-n-g-o-s m-i-n-u-t-o-s, de novo exposta ao tempo, chuva e vento, haja saúde... mal passava das 5;30h, mas já é noite... estes dias curtinhos são de matar, parecem que cansam muito mais do que deveriam... ando de um lado para outro, chega o trem, este não espera:
- Vai pra Santarém? (um ser me esfrega o bilhete na cara)
- Ahn? (Juro, não quis acreditar...)
- Vai prá Santarém? (e dá-lhe bilhete...)
- Hum, sinceramente não sei senhor...
Já me vi no filme anterior... mas este correu melhor, próxima vítima:
- Vai prá Santarém?
-???
- Ele quer saber se este trem vai para Santarém, não soube dizer se pára por lá...
- O comboio pára lá, mas não sei se este bilhete é para este trem...
Deixei os dois prá trás, tá frio demais para ficar bobeando ali... e a mala já estava com um peso dez vezes maior que o inicial...

Quais as probabilidades???... e isto tudo (e muito mais) em 36h...

Sempre, sempre Mai MESMO!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Antigos prazeres

Ultimamente estou escrevendo sobre a escravidão moderna no Brasil (longa história, melhor deixar prá lá) e um livrinho que li há muito, muito tempo atrás me veio à cabeça, ficou martelaaando. Foi quase em outra vida. Uma vida à qual só estou presa pela lembrança e pelas poucas, boas e velhas amizades que conseguiram resistir. Embora às vezes, tanto as lembranças quanto as amizades desta época fiquem um bocado empoeiradas, basta soprar um pouquinho a poeira e ainda surgem: brilhantes e lindas e boas, como todas as coisas que merecem ser guardadas.
E foi assim com este livro também, precisei soprar na memória, mas quando cheguei na parte em que eu deveria escrever sobre o local que os trabalhadores que acabam virando escravos deixam para trás, ele surgiu quase todo de novo. Foi um livro que apesar de triste, gostei muito, muito mesmo, me identifiquei "geneticamente" com o livro. Pois embora, graças a Deus não tenha passado por nenhuma das situações ali descritas, percebi que a vida dos homens ancestrais da minha família em muito lembravam a do menino do livro. Felizmente os meus conseguiram o que queriam, prefiro acreditar que o menino do livro também, em algum tempo além do livro.
O livro é o "Três Caminhos" do Caio Porfírio Carneiro. Quem estudou comigo naqueles tempos era suposto ter lido, acho que estávamos na quinta série, com a Profa. Valéria.
Mas além da história que pode me ajudar com o texto que estou trabalhando, este livro me lembrou de outra coisa: como eu gosto de ler contos!!!
É sério, eu tinha esquecido!!!
Há tanto tempo que eu venho intercalando grandes lacunas de leitura (que eu sempre jurei para mim mesma que jamais deixaria ocorrer) com leituras extremamente complicadas e densas ou técnicas que simplesmente esqueci o prazer de ler "um simples conto". Não que os contos sejam simples, mas certamente trazem um prazer mais imediato de leitura.
É bem verdade que nunca larguei totalmente as crônicas, nunca deixei de ser uma leitora de manchetes e colunas ou editoriais, só mudei a mídia. Também é verdade que eu gosto também dos meus últimos livros, senão não os leria, mas demandam uma dedicação maior, quase integral, se perdem nas pausas obrigatórias, enfim são mais complicados de conciliar com o resto de tudo. E ainda soam como culpa pelo hiato anterior.
E seguindo nos paralelos, isso me faz perceber, mais uma vez, que não é só com os livros que tenho feito isto. Optado pelo mais complicado, pelo mais complexo, pelo que mais me suga. Esquecido dos pequenos e antigos prazeres. Ou pior, por vezes lembrado e ignorado, deixado para outras ocasiões, para quando tiver tempo, ou de melhor humor, ou, ou, ou.
Antigos prazeres são simples, não demandam tanto tempo assim. Posso muito bem encaixar no caminho de uma viagem, numa espera de fila, no tempo que o arquivo não carrega, ou naqueles momento que a gente se pega perdido no tempo e no espaço a lembrar de algo bom.
Pequenos prazeres podem ser tão simples quanto um: Oi, tudo bem? Que saudades eu sinto de falar com você!Te amo!

Como disse um professor na minha segunda aula do mestrado entre as milhares de outras coisas que o sotaque português não me permitiu entender na altura: KISS!!! Keep It Simple Stupid!

E vc?? Tudo bem??

Kiss, kiss...
Sempre Mai ;)